sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Trópico de Câncer
Ela insiste em me mostrar
Algo que nunca senti.
Mas não sei se devo aceitar,
É tão difícil para mim.
Ela sabe onde quer chegar,
E isso não me deixa triste,
Mas está na hora de deixar,
Um bilhete,
Palavra simples,
Sim!
Sim pra tudo o que deixei no meu coração.
Sim pras luzes que teimaram em me acordar.
Sim pras minhas mãos deslizando nos seus cabelos.
Sim pra aquecer o frio de ouvir não.
Não.
25.04.2001
Ela insiste em me mostrar
Algo que nunca senti.
Mas não sei se devo aceitar,
É tão difícil para mim.
Ela sabe onde quer chegar,
E isso não me deixa triste,
Mas está na hora de deixar,
Um bilhete,
Palavra simples,
Sim!
Sim pra tudo o que deixei no meu coração.
Sim pras luzes que teimaram em me acordar.
Sim pras minhas mãos deslizando nos seus cabelos.
Sim pra aquecer o frio de ouvir não.
Não.
25.04.2001
Ao teu encontro
E eu vou
Ao teu encontro
Algumas coisas novas
Estão a me esperar
Mesmo sabendo que estavam lá.
Eu vou ao teu encontro
Caminhos desertos.
Mas não preciso te alcançar
Deixa tudo dissipar
Em um segundo na minha frente,
Você está tão presente como ausente.
Eu vou ao teu encontro.
Por liberdade, por paixão.
Não me prendi a nada,
Também não sei se te amo.
Mas eu vou ao teu encontro,
Talvez somente
Pra te olhar,
Te tocar,
E dizer adeus.
1989.
E eu vou
Ao teu encontro
Algumas coisas novas
Estão a me esperar
Mesmo sabendo que estavam lá.
Eu vou ao teu encontro
Caminhos desertos.
Mas não preciso te alcançar
Deixa tudo dissipar
Em um segundo na minha frente,
Você está tão presente como ausente.
Eu vou ao teu encontro.
Por liberdade, por paixão.
Não me prendi a nada,
Também não sei se te amo.
Mas eu vou ao teu encontro,
Talvez somente
Pra te olhar,
Te tocar,
E dizer adeus.
1989.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Vai...
Estava sentado no meio de uma rua movimentada e um cara veio me dizer que ia ter um show na próxima quadra. Saí correndo em disparada com meu tênis All Star e só consegui ouvir os gritos do cara polícia, você não pode passar por aí!!! Dei com o dedo e senti o cheiro da pólvora que vinha junto com as balas do seu revolver. dobrei a esquina e dei de cara com o carro da minha gata sendo rebocado, que dia!!! ela tava beijando o poste, muito louca.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Trechos do Livro da Banda MEL DA TERRA 2
À noite eu estava terminando o segundo grau no Colégio Planalto. Era uma luta continuar interessado por matérias que não gostava. Tinha dois grandes amigos na sala, Eduardo e Alexei, e a gente se ajudava mutuamente para conseguir boas notas nas provas. O Alexei estudava piano na Escola de Música e a gente trocava altas idéias depois das aulas no bar Beirute.
Numa dessas idas para o Colégio Planalto, ao lado da Aliança Francesa, Caiu uma estrela cadente enorme que clareou o céu. Fiquei deslumbrado com aquela imagem única. Cheguei ao Colégio e fui para a sala, mas não conseguia me concentrar em nada, parecia que estava faltando algo, estava precisando colocar para fora palavras que vinham na minha cabeça. Me levantei da carteira e fui embora no meio da aula para casa, estava precisando escrever. Fui direto para o quarto dos meus irmãos Luiz e Nelson. Ficava nos fundos da casa e lá eu poderia fumar a vontade sem ninguém me incomodar. Tranquei a porta, peguei meu caderno e escrevi de primeira:
¨Cai dos ares, vem dizer
o caminho da esperança
vem deixando rastro
como um feixe de luz.
Rasga aquele manto escuro
que nos cobre todas as noites
vem trazer a lembrança
de séculos que passaram
sobre nossas cabeças
sobre nossas cabeças.¨
Naquele instante me lembrei do Edbert.
- Alo Ed, o que você tá fazendo?
- O Radovir tá aqui e estamos tomando uísque do meu pai e tocando piano.
- Cara, fiz uma letra legal, vamos fazer a música dela?
- Desce aí, to te esperando.
Até pensei em ir de camelo, mas achei que não ia dar muito certo. Voltar de madrugada, bêbado e de camelo?
- E aí, beleza? Entra...
- Cadê o Radovir?
- Saiu com o Denis. Ta afim de um uísque?
- To. Saca a letra que fiz.
O Edbert sentou no piano, deu um Dó maior e a música saiu de primeira. Uma melodia simples com acordes simples. Estava pronta uma música que a gente não imaginava a grandeza dela. Uma música Espiritual de dois adolescentes cheios de sonhos.
Numa dessas idas para o Colégio Planalto, ao lado da Aliança Francesa, Caiu uma estrela cadente enorme que clareou o céu. Fiquei deslumbrado com aquela imagem única. Cheguei ao Colégio e fui para a sala, mas não conseguia me concentrar em nada, parecia que estava faltando algo, estava precisando colocar para fora palavras que vinham na minha cabeça. Me levantei da carteira e fui embora no meio da aula para casa, estava precisando escrever. Fui direto para o quarto dos meus irmãos Luiz e Nelson. Ficava nos fundos da casa e lá eu poderia fumar a vontade sem ninguém me incomodar. Tranquei a porta, peguei meu caderno e escrevi de primeira:
¨Cai dos ares, vem dizer
o caminho da esperança
vem deixando rastro
como um feixe de luz.
Rasga aquele manto escuro
que nos cobre todas as noites
vem trazer a lembrança
de séculos que passaram
sobre nossas cabeças
sobre nossas cabeças.¨
Naquele instante me lembrei do Edbert.
- Alo Ed, o que você tá fazendo?
- O Radovir tá aqui e estamos tomando uísque do meu pai e tocando piano.
- Cara, fiz uma letra legal, vamos fazer a música dela?
- Desce aí, to te esperando.
Até pensei em ir de camelo, mas achei que não ia dar muito certo. Voltar de madrugada, bêbado e de camelo?
- E aí, beleza? Entra...
- Cadê o Radovir?
- Saiu com o Denis. Ta afim de um uísque?
- To. Saca a letra que fiz.
O Edbert sentou no piano, deu um Dó maior e a música saiu de primeira. Uma melodia simples com acordes simples. Estava pronta uma música que a gente não imaginava a grandeza dela. Uma música Espiritual de dois adolescentes cheios de sonhos.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Trechos do livro sobre a banda MEL DA TERRA
O que se convencionou chamar de Rock Brasília, a partir do estouro de algumas bandas em 1983, revelando ao eixo Rio-São Paulo a forte produção do estilo a Capital da República, possui outra origem em sua concepção da década de oitenta quase desconhecida do grande público brasileiro. O embrião do boom do rock que elevou o nome da cidade a um patamar igual ao do Rio e de São Paulo dentro da mídia surgiu em 1978, quando alguns garotos brasilienses resolveram trabalhar a música ainda moldados pelas correntes do som progressivo e as fusões com timbres mais latinizados.
Um ano mais tarde nascia o grupo Mel da Terra, o principal responsável pelo desencadeamento do rock brasiliense e primeira banda da cidade a chegar ao disco, dentro do que se pressupôs como ¨Rock Brasília¨. Na Verdade esta seria a terceira edição de um movimento que Se iniciou na década de sessenta, continuou com outra forma até meados dos anos setenta e consolidou-se mercadologicamente a partir de 1983. Nesta época o Mel da Terra seguia para São Paulo, onde no estúdio Vice-Versa, gravou seu primeiro trabalho, em forma de elepê e iniciou assim toda a trajetória de um movimento que tomaria conta do Brasil, em 1985.
Havia duas correntes roqueiras no Planalto Central no início dos anos oitenta. Uma transitava pelos acordes pesados e primitivos da ressurreição causada pelo Sex Pistols, que levantou nomes como o da Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. A outra trabalhava a música, dentro do estilo rock, com arranjos mais esmerados, concepção criativa e perfeito conhecimento musical, além de uma definição correta do que se pretendia fazer com a proposta. O Mel da Terra encabeçava esta segunda facção - se é que se pode considerar a única divisão deste sopro cultural como parte e ou integrante dela.
(Rodrigo Leitão)
Um ano mais tarde nascia o grupo Mel da Terra, o principal responsável pelo desencadeamento do rock brasiliense e primeira banda da cidade a chegar ao disco, dentro do que se pressupôs como ¨Rock Brasília¨. Na Verdade esta seria a terceira edição de um movimento que Se iniciou na década de sessenta, continuou com outra forma até meados dos anos setenta e consolidou-se mercadologicamente a partir de 1983. Nesta época o Mel da Terra seguia para São Paulo, onde no estúdio Vice-Versa, gravou seu primeiro trabalho, em forma de elepê e iniciou assim toda a trajetória de um movimento que tomaria conta do Brasil, em 1985.
Havia duas correntes roqueiras no Planalto Central no início dos anos oitenta. Uma transitava pelos acordes pesados e primitivos da ressurreição causada pelo Sex Pistols, que levantou nomes como o da Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. A outra trabalhava a música, dentro do estilo rock, com arranjos mais esmerados, concepção criativa e perfeito conhecimento musical, além de uma definição correta do que se pretendia fazer com a proposta. O Mel da Terra encabeçava esta segunda facção - se é que se pode considerar a única divisão deste sopro cultural como parte e ou integrante dela.
(Rodrigo Leitão)
Realejo (descendo a serra)
REALEJO
(letra e música: Paulo Maciel)
Vá por essa serra
olhando pelo retrovisor
estou aqui atras
esperando o ano novo.
Com esse olhar
que me mantém preso á você
já posso ver o mar
e tudo o que podemos fazer.
Que tal dançarmos ao som do realejo?
Você lê minha sorte e todo o meu desejo.
Corro pra perto
você nem desconfia
o que sinto é sincero
quero sair de uma ilha.
Vou ao lugar mais alto
que a estrada pode dar
estou inteiro no jogo
venha me descarregar.
Que tal dançarmos ao som do realejo?
Você lê minha sorte e todo o meu desejo.
Quando o vento sopra fogo ao fogo
não tem como apagar
Quando o vento sopra mar ao mar
é melhor mergulhar.
Que tal dançarmos ao som do realejo?
Você lê minha sorte e todo o meu desejo.
(letra e música: Paulo Maciel)
Vá por essa serra
olhando pelo retrovisor
estou aqui atras
esperando o ano novo.
Com esse olhar
que me mantém preso á você
já posso ver o mar
e tudo o que podemos fazer.
Que tal dançarmos ao som do realejo?
Você lê minha sorte e todo o meu desejo.
Corro pra perto
você nem desconfia
o que sinto é sincero
quero sair de uma ilha.
Vou ao lugar mais alto
que a estrada pode dar
estou inteiro no jogo
venha me descarregar.
Que tal dançarmos ao som do realejo?
Você lê minha sorte e todo o meu desejo.
Quando o vento sopra fogo ao fogo
não tem como apagar
Quando o vento sopra mar ao mar
é melhor mergulhar.
Que tal dançarmos ao som do realejo?
Você lê minha sorte e todo o meu desejo.
Estrela Cadente

No ano de 1979, eu e meu amigo Edbert compomos Estrela Cadente. No mesmo ano começei a tocar na Banda Mel da Terra e logo apresentei a música para a banda. Foi um grande sucesso e até a data de hoje é lembrada. No dia 28.01.2010 a música chegou ao patamar de 20.000 execussões no youtube. Agradeço de coração á todos que fazem com que essa música seja lembrada.
"Cai dos ares
vem dizer
o caminho da esperança
vem deixando rastro
como um feixe de luz
Rasga aquele manto escuro
que nos cobre todas as noites
vem trazer a lembrança
de séculos que passaram
sobre nossas cabeças
dentro de nossas cabeças."
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